Sala de imprensa·11 de junho de 2026·São Paulo, SP

Motos elétricas autopropelidas dominam SP em 2026

São Paulo registrou aumento de 340% na frota de motos elétricas autopropelidas (CONTRAN 996) nos últimos 12 meses, segundo levantamento de revendedores. Entregadores de delivery (iFood, Uber Eats, 99) lideram a migração — atraídos pela economia mensal média de R$ 830 em combustível e isenção de CNH, IPVA e licenciamento.

A categoria de veículos autopropelidos, criada pela Resolução nº 996 do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN) em 15 de junho de 2023, vive seu momento de explosão em São Paulo. Em 2026, especialmente entre maio e junho, revendedores locais reportam crescimento acelerado nas vendas — com casos de entregadores trocando suas Honda Biz e Yamaha Factor pela alternativa elétrica em até quatro semanas após o cálculo de economia.

"Eu gastava R$ 1.100 por mês de gasolina rodando para o iFood. Na primeira semana com a RIDE ON eu gastei R$ 3 de luz. Em quatro meses ela se pagou inteira."

— Entregador de Pinheiros, 32 anos

A matemática que ninguém ignora

Para um entregador iFood típico de São Paulo, que roda em média 80 km por dia e trabalha 26 dias mensais, o custo de combustível em uma moto Honda Biz 110i fica em torno de R$ 832 por mês. A mesma quilometragem na RIDE ON RD-800 — equipada com motor de 800W e bateria de lítio — consome aproximadamente 0,8 kWh por carga completa, ou cerca de R$ 0,50 por dia, totalizando R$ 13 mensais.

A diferença mensal de R$ 819 paga a moto inteira em pouco menos de 5 meses. Acrescentando o que o entregador deixa de pagar de IPVA (R$ 200/ano), DPVAT (R$ 84/ano), licenciamento (R$ 130/ano) e a ausência total de manutenção mecânica complexa (óleo, vela, filtro, correia: R$ 600/ano em média), o lucro acumulado em 3 anos chega a R$ 25.196 — valor maior que o salário anual médio de um entregador iniciante.

Sem CNH, sem placa, sem burocracia

Por força da Resolução CONTRAN 996/2023, motos elétricas com potência nominal até 1.000W e velocidade máxima de 32 km/h são classificadas como autopropelidos — categoria C de veículos elétricos. O Código de Trânsito Brasileiro trata esses veículos como equivalentes a bicicletas motorizadas: não exigem Carteira Nacional de Habilitação em nenhuma categoria, são isentos de IPVA, DPVAT e licenciamento, e podem circular em ciclovias, ciclofaixas e vias urbanas com velocidade regulamentada até 40 km/h.

A idade mínima para conduzir é 16 anos, com uso obrigatório de capacete. Esses fatores combinados tornam o autopropelido a porta de entrada mais barata e rápida para a mobilidade motorizada urbana no Brasil — eliminando barreiras de entrada que tradicionalmente filtravam novos entregadores e estudantes do mercado.

Mercado em consolidação

Em junho de 2026, o ranking das 10 motos elétricas autopropelidas mais vendidas no Brasil é liderado pela RIDE ON RD-800 (R$ 4.500 à vista), seguida pelos modelos Watts Mobi 800 (R$ 4.890) e Shineray iON 1000 (R$ 5.490). O segmento se consolida em torno da faixa de R$ 4.500-5.500, com revendedores especializados oferecendo entrega imediata, frete cotado e atendimento direto via WhatsApp como principais diferenciais.

Próximos passos do setor

Especialistas em mobilidade urbana esperam que o crescimento de motos autopropelidas em São Paulo siga ritmo de 250-300% anuais até 2028, pressionando o redesenho da infraestrutura cicloviária da cidade — atualmente com cerca de 750 km de ciclovias e ciclofaixas. A integração da categoria com modais de transporte público (metrô, CPTM) também está em discussão na Câmara Municipal.

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SOBRE A MOTO ELÉTRICA SP

Moto Elétrica SP (motoeletricasp.com) é o revendedor oficial da RIDE ON electric em São Paulo, especializado em motos elétricas autopropelidas para entregadores, mototaxistas, estudantes e uso urbano. Atendimento direto via WhatsApp, frete cotado por região. Contato: motoeletricasp.com/#lead.